A Oi apresentou a nova versão de seu plano de recuperação judicial que projeta uma redução de até 75% na dívida financeira da empresa que é de cerca de R$ 45 bilhões

A proposta é fruto de extensas negociações ainda em andamento com credores financeiros e outros em relação a termos e condições específicas do novo plano, inclusive no que tange um acordo vinculante de suporte. Portanto, a nova versão do documento ainda está sujeita a ajustes.

O plano prevê a alteração no prazo, encargos e na forma de pagamento de credores, como forma de equalização de seu passivo financeiro, com a reestruturação de créditos concursais, com ou sem o oferecimento de garantias, bem como créditos extraconcursais de interessados;

Propõe a captação de uma dívida extraconcursal na forma de um empréstimo superprioritário de até US$ 650 milhões (R$ 3,2 bilhões, na cotação atual), sendo que a companhia ainda negocia compromisso firme para esse montante;

Sugere a potencial alienação de ativos, incluindo a realização de processos competitivos para a as unidades de clientes (ClientCo) e da fatia da empresa na V.tal, ao preço mínimo somado de R$ 15,3 bilhões;

Aponta um eventual aumento de capital por meio de subscrição pública ou privada ou contratação de novas linhas de crédito;

Considera a reestruturação dos créditos de fornecedores Take or Pay, em consonância com as negociações em andamento, em particular com empresas de torres e satélites.

De acordo com representantes da companhia, a negociação está voltada principalmente para os bondholders, detentores de títulos de ECAs e bancos nacionais, além de fornecedores de contratos Take or Pay.

A nova versão do Plano foi submetida à votação em Assembleia Geral de Credores, no início de março A RJ que teve início em 2023 conta com 165 mil credores.

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